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  • eLyra#16 (Dezembro 2020): GÉNERO, SEXUALIDADES, RAÇA. QUE POESIA?

    2020-06-08
    O título que escolhemos para o número 16 da revista eLyra – Género, Sexualidades, Raça. Que Poesia? – sugere já a inflexão teórico-crítica da nossa proposta: pensar de que modo a poesia, enquanto linguagem libertadora, desempenha um papel crucial nas mudanças sociais e, ao mesmo tempo, em que medida as mudanças sociais são um motor de poesia nas mais variadas declinações do poema. Ler mais sobre eLyra#16 (Dezembro 2020): GÉNERO, SEXUALIDADES, RAÇA. QUE POESIA?
  • eLyra#15 (Junho 2020): POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS DO GÉNIO NÃO ORIGINAL

    2020-01-13


    Diversos pensadores têm apontado como uma das características mais prepon-derantes das práticas artísticas da pós-modernidade – ou do pós-modernismo – a tendência para uma certa recusa dos pressupostos de originalidade, de criação individual e de propriedade autoral que em grande medida estiveram subjacentes ao processo histórico de construção da Modernidade, sobretudo a partir do Romantismo e de seu programa literário, conforme indicado, entre tantos autores, por M. H. Abrams em The Mirror and the Lamp: Romantic Theory and the Critical Tradition, cuja hipótese geral assinala a passagem de uma teoria mimética da representação enquanto espelho reflector de acções, para, no Romantismo, uma teoria expressiva da arte: da arte como exercício da fantasia do sujeito.

    Em certa medida, à narrativa reconstituída por Abrams à entrada da segunda metade do século XX poderia dar-se uma continuidade fundada num novo elemento simbólico, a tela ou ecrã, quer considerando a sua significação propriamente interartística (a que subjazem as relações exogâmicas da literatura com os domínios das artes visuais, em particular com o tão modernista cinema), quer admitindo o seu valor sociocultural de dispositivo, responsável pelo agenciamento de vários tipos de lógicas hipertextuais e hipermediais, tão em voga na contemporaneidade. Quer dizer que, nesta perspectiva, o ecrã/ a tela poderão ser entrevistos como os grandes protagonistas daquele cultural turn que Fredric Jameson diagnosticou como definidor da emergência da pós-modernidade, ao mesmo tempo que representam a passagem de uma concepção do acto artístico assente no poder demiúrgico do próprio criador – “pequeño dios”, na inesquecível síntese de Vicente Huidobro – para uma concepção que visa evidenciar a força inexorável dos próprios meios e dos suportes materiais da expressão.

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