O historicismo existencial de 'Four Quartets'

Autores

  • Hugo Miguel Santos Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.21747/21828954/ely26a10

Resumo

Ao contrário de alguns dos poemas iniciais de T.S. Eliot, desde The Love Song of J. Alfred Prufrock até The Waste Land, Four Quartets tem sido interpretado por alguns críticos como uma espécie de síntese biografista da sua visão ascética do misticismo católico. Esta tentativa de interpretar no último livro de Eliot uma “autobiografia reticente” (Ellmann 1988: 8) ou a transposição das suas leituras filosóficas da juventude, de filósofos como Henri Bergson e F.H. Bradley, tende a ignorar alguns dos aspectos centrais da obra poética e crítica de Eliot. Neste artigo procuraremos perceber de que forma uma das ideias centrais da teoria da impessoalidade, i.e. a noção de “sentido histórico”, se revela em Four Quartets desde a epígrafe de Heraclito e dos próprios títulos de cada poema até à forma como o poeta se serve da polifonia e de outros processos, seja a repetição ou a variação, revelando um padrão formal que sintetiza uma forma de “historicismo existencial”: ou seja, não só uma teoria de composição poética, mas também uma filosofia da história e do tempo.

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Publicado

2026-03-13

Como Citar

Hugo Miguel Santos. (2026). O historicismo existencial de ’Four Quartets’. ELyra: Revista Da Rede Internacional Lyracompoetics, (26), 157–168. https://doi.org/10.21747/21828954/ely26a10

Edição

Secção

Derivas Críticas